O que é senso comum?

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O senso comum é um dos focos de estudo da filosofia. Mas o que, exatamente, ele significa e como ele impacta a sociedade? É isso que veremos, hoje, aqui. Por isso, não deixe de conferir abaixo tudo sobre esse conceito!

Tal senso se refere às questões cuja explicação não se revela em estudos científicos. De forma contrária, ilustra-se pela associação entre fenômenos e crenças. Igualmente, pelo desenvolvimento de hábitos, preconceitos e tradições.

A criação de cada um deles se revela na construção do senso comunitário. Interessou-se? Pois veja, abaixo, as explicações para tal conceito, exemplos e como reconhecê-lo. Igualmente, entenda sua importância para a filosofia.

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Afinal, o que é senso comum?

Segundo a filosofia, nada mais é do que as noções, concepções e explicações que damos à realidade. Considere, por exemplo, que vemos um determinado evento e os interpretamos de acordo com as ideias que estão arraigadas na sociedade.

Dessa forma, é possível afirmar que esse senso resulta da soma de hábitos e crenças de uma sociedade. Nessa fórmula, ainda, entram as tradições e os preconceitos.

Note que senso de noção, enquanto comum, nada mais é do que algo que se compartilha com outras pessoas. Nesse caso, então, ele se revela nas noções que uma sociedade pode ter em relação a costumes, fenômenos naturais e até mesmo na criação de estereótipos.

É por isso que esse é um conceito tão importante. A filosofia, que busca o saber das coisas e a explicação do mundo, vê o senso comum como uma forma não científica que as sociedades encontraram para dar resposta para algo, como no caso causa-consequência.

Entretanto, aqui não há a aplicação de conceitos científicos. O senso do tipo comum se vale de noções gerais, apenas. Elas não têm embasamento na ciência ou comprovação laboratorial em que se torna possível repetir um fenômeno.

Para entender melhor como o senso científico e o comum se distinguem, continue lendo. Abaixo você também encontra alguns exemplos que lhe ajudarão a entender esse conceito de uma vez por todas.

Características primordiais do senso comum

Antes de fazermos a comparação entre esse senso e o científico, é preciso vermos as características mais marcantes do ideário comum. Com isso, torna-se mais fácil reconhecer quando um conceito é ou não dessa natureza.

Assim, veja como o senso comum se caracteriza:

  • Conceitos passados de geração para geração ao longo das décadas;
  • Subjetividade, em que os conceitos se baseiam em sentimentos e opiniões. Igualmente, em experiências pessoais que não necessariamente se repetem sistematicamente;
  • Tende a agrupar coisas, como que para encaixá-las em um conceito de melhor compreensão em que muitas vezes se arraigam preconceitos.

Conheça alguns exemplos práticos de senso comum

Embora possa não parecer em um primeiro momento, saiba que esse senso que se apresenta com subjetividade está presente (e com força) na sociedade. Isso ficará claro com alguns exemplos que separamos para você. Veja-os:

  • Muitas pessoas relacionam muçulmanos com terrorismo e essa não é uma relação de causa e consequência. E sequer é uma realidade, especialmente quando se considera que em 2010 mais de 23,4% da população mundial era muçulmana;
  • Explicação de fenômenos naturais: esse é um conceito clássico na explicação do senso comum. Isso, pois, era comum que trovões, relâmpagos e tempestades fossem relacionadas, na antiguidade, aos deuses e às suas reações. Contudo, isso nada mais é do que um fenômeno natural;
  • Gostos de certas regiões: é comum, por exemplo, que o Brasil seja naturalmente relacionado ao samba e futebol. Contudo, não apenas não são todos os brasileiros que não gostam dessa dupla, como também não são os únicos gostos do país.
  • Crenças que relacionam a combinação de alimentos à indigestão ou problemas estomacais maiores. No Brasil, o mais gritante deles é a mistura de manga com leite. A origem dela, aliás, se relaciona com a intenção dos senhores de escravos de impedir que estes consumirem esses produtos.

Senso comum x Senso Crítico

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Como vimos acima, o senso comum não prescinde de uma explicação lógica. Sequer necessita de demonstrações científicas de causa e consequência. Igualmente, dispensa repetição de uma situação ou cenário para repetir o fenômeno.

Por isso, tem-se que enquanto o senso crítico se baseia em crítica, reflexão, pesquisa e experiências, o senso comum não se preocupa com isso. O primeiro busca explicar e questionar algo, o segundo não aceita questionamentos e se dá com base em juízos de valor.

O senso comum é nocivo?

Sim. Em termos gerais, esse senso pode originar preconceitos e todos os males que os acompanham. Isso fica claro com o exemplo que citamos, acima, sobre os muçulmanos. Note que essas situações causam exclusão, violência e injustiça.

E são inúmeros os casos de senso comum que caminham pelas vias preconceituosas. Além disso, ele tende a afastar o senso crítico que é essencial para o desenvolvimento da sociedade e do conhecimento.

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